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Prémio Aristides de Sousa Mendes 2026 distingue trabalhos sobre a desvalorização da vida humana em conflitos armados

31 agosto 2026

A Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP) entregou o Prémio Aristides de Sousa Mendes 2026, no dia 1 de julho, numa cerimónia realizada no Museu Aristides de Sousa Mendes – Casa do Passal, em Carregal do Sal. O prémio, atribuído desde 1995 pela ASDP e que homenageia o diplomata português que salvou mais trinta mil pessoas na IIª Guerra Mundial, distingue trabalhos sobre Direitos Humanos e regimes totalitários, e sobre o papel da diplomacia na preservação dos direitos fundamentais e da paz.

Este ano, o prémio passou a ser dirigido a estudantes do ensino secundário, na sequência de uma parceria entre a ASDP, o Museu Aristides de Sousa Mendes e o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, I.P.

O 1.º lugar foi atribuído a André Assunção, do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares, com o trabalho "Ética nos conflitos armados: desvalorização da vida humana". O segundo lugar coube a José Duarte Freitas, Leonor Fernandes e Maria Costinha, do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, de Braga, autores de "Vidas que não contam: a situação no Iémen e a geometria variável dos Direitos Humanos em períodos de conflito armado". O terceiro lugar foi para Diana Ferreira, Francisca Organista, Maria Alves e Maria Moreira, do Colégio de Nossa Senhora da Esperança, do Porto, com "Limpeza étnica: o colapso da Jugoslávia e a tragédia bósnia".

O júri foi composto pelo embaixador Almeida Ribeiro, pela ex-secretária de Estado e Diretora do escritório de Londres do Fundo da ONU para a População, Mónica Ferro e pela Ex-Representante especial do Secretário-Geral da ONU sobre Violência contra Crianças, Marta Santos Pais.

Na cerimónia estiveram ainda presentes o presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal, Paulo Ferraz, a Secretária Geral Adjunta do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Fernanda Coelho, e o presidente da ASDP, João Bezerra da Silva.

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